19 de out. de 2010

O Cinema se rende à Chanel

Minha curiosidade por saber mais da vida de Gabrielle Chanel começou com toda essa vibe de filmes sobre o mundo da moda. Então lá fui eu ao cinema assistir "Coco avant Chanel".

O filme narra a trajetória de Gabrielle, de menina pobre à grande criadora e dona de um império. Interpretada por Audrey Tautou, a Coco que vemos é doce, ousada e alguém que aprendeu bem rápido a ter as rédeas da própria vida. Além da personalidade de Chanel, o filme fascina por mostrar como ela mudou a moda, como criou peças que se tornaram clássicos.



Em "Coco Chanel & Igor Stravinsky" a história se concentra no suposto romance que ela teve com o compositor. No filme Gabrielle já é Coco Chanel. Além do talento e da ousadia, a Chanel de Jan Counen (diretor) é também uma mulher de negócios de pulso forte, algumas vezes até arrogante. Interpretada por Anna Mouglalis, ela é uma mulher de luto (já que seu amado "Boy" havia morrido num grave acidente de carro - fato que só vemos no primeiro filme, "Coco avant Chanel"), que fica fascinada com a ousadia de uma obra de Stravinsky, e anos depois, se aproxima do compositor, iniciando assim um romance tórrido.

Embora as criações de Chanel não sejam o foco da história, elas estão presentes no branco e preto da decoração de sua casa, obviamente em suas roupas, mas principalmente na criação de seu perfume, o Chanel N°5 (adorei essa parte).



O filme tem poucos diálogos, uma câmera que flutua, imagens lindíssimas. Na minha opinião, um grande filme.

Para os que não assitiram, recomendo que vejam primeiro "Coco avec Chanel" com Audrey Tautou e depois "Coco Chanel & Igor Stravinsky", já que o segundo, como comentei antes, já apresenta Chanel como grande criadora e não mostra todo seu percurso até lá, o que pra mim é uma das coisas mais fascinantes nessa mulher, tão determinada, tão ousada, tão à frente de seu tempo.

Não posso deixar de dizer que a música, principalmente no segundo filme, é belíssima.

Divirtam-se e inspirem-se ; )

PS: Os filmes não estão mais em cartaz, pelo menos aqui na Alemanha. Mas "Coco avec Chanel" já está disponível em dvd e "Chanel & Igor" pode ser visto no iTunes (o dvd chega na próxima semana nas lojas).

9 de abr. de 2010

Que vergonha!

Estou sem-tempo-da-silva-sauro, mas não podia deixar de compartilhar com vocês estes links que Rô me enviou.


 
 
 

14 de mar. de 2010

Qual a origem da sua roupa?

Ontem assisti um documentário excelente chamado Made in L.A ou Hecho en Los Angeles. O filme conta a história de 3 latinas que vivem em Los Angeles e lutam por direitos trabalhistas. Como a maioria dos latinos que migram para os EUA, essas mulheres são exploradas, trabalhando praticamente como mão de obra escrava para a indústria da moda. O esquema funciona da seguinte maneira: a grande grife contrata um fornecedor (e paga pouquíssimo), este por sua vez contrata fábricas, que contratam as costureiras. Segundo uma das mulheres, a fábrica determina: "te pago x". E por necessidade, elas aceitam. Elas trabalham mais de 8 horas por dia, fins de semana, sem nenhum vínculo empregatício, sem receber horas extras, seguro saúde,  aposentadoria, férias pagas, nada. Em outro depoimento, uma costureira diz: "essa camiseta custa na loja 13 dólares e eles me pagaram 19 centavos para produzi-la". As protagonistas se unem à uma organização não-governamental e começam a lutar por seus direitos.

Made in L.A. Trailer


Não vou contar o resto do filme, óbvio. Só digo que vale muito a pena ver porque ele abre espaço para uma série de reflexões.

Depois de ver o filme fiquei pensando nas minhas roupas, principalmente naquelas incrivelmente baratas. É revoltante ver que os donos das marcas constroem sua riqueza às custas da exploração de pessoas tão pobres, e vergonhoso para mim em saber que também contribuo para isso.

Muitas marcas já foram denunciadas. Algumas criaram um "código de conduta", com uma série de normas éticas para a produção de suas roupas, que elas exigem de seus fornecedores. Segundo instituições que lutam pelo fim da exploração de trabalhadores em países pobres, estas normas são apenas uma máscara; as organizações não levam isso a sério e nenhuma fiscalização rígida ou controle são feitos.

Report Mainz - H&M Produktion (sorry, só em alemão)

Não podemos dizer que só as marcas baratas são suspeitas. Vai lá no seu guarda roupa e dá uma olhada na etiqueta daquelas, pelas quais você pagou um pouquinho mais. Elas também são produzidas em países pobres e infelizmente, nós consumidores,  dificilmente temos como saber em que condições foram produzidas.

Já faz um tempo, vi na tv uma reportagem sobre trabalhadores de uma fábrica de Jeans na Turquia. Eram só homens e uma boa parte estava com uma doença que eles adquiriram durante a produção dos tais jeans desbotados (na linguagem fashion, used look). A doença é no pulmão e não tem cura. Alguns já haviam morrido. O esquema dessa fábrica era igual ao das latinas do documentário. Ninguém queria assumir a responsabilidade pela saúde dos trabalhadores.

Achei a matéria no Youtube! (com narração em Espanhol e legendas em inglês)


E aí ficou a pergunta: o que nós consumidores podemos fazer? Tem como saber quem são as empresas que jogam menos sujo? O que vocês fazem? Vocês se importam com isso?

Atualizando: Clean Clothes Campaign ; )

28 de fev. de 2010

Planeta Bizarro e o Uropa

E então, essa coisa de notícias (reportagens) às vezes é bem bizarra mesmo...hehehehhe

Tava aqui navegando quando li no site da Globo: Irmãs turcas herdam de tio desconhecido dos EUA US$ 75 mi. Não resisti e cliquei porque fiquei interessada na história. Qual não foi minha surpresa ao ler já no começo da matéria que as três mulheres moram em Darmstadt, uma cidade aqui bem perto.

Chamei a atenção do marido e continuei lendo em voz alta, até que chegou a hora de dizer o nome do tal parente ricaço: 

"A história começa há cerca de 100 anos, quando Uropa Mehmet, crítico ao regime do sultão..."

Aí marido teve uma crise de riso. Explico: o pessoal do G1 pegou a matéria de um jornal alemão, mas não sei como é o processo de tradução (se eles mesmo fazem ou pagam), só sei que Uropa em Alemão significa bisavô e não é nome do tal parente milionário...rsrsrsrs

Não há como não rir, a matéria ficou hilária (vejam no link acima)!

Não me perguntem de onde eles tiraram o "tio", porque no texto original além de "bisavô", se fala de "netas". Aqui, a matéria em alemão.

Foto: Reprodução/Bild

9 de fev. de 2010

Ninguém merece!

Sinto muito, mas ainda prefiro mil vezes um calor daqueles a esse frio-sem-fim!



30 de jan. de 2010

Daughter from Danang

Depois de semanas de muito stress e frio, uma maré mais branda cai sobre mim. Bem que os astros disseram!


***


Ontem acabei achando no YouTube um documentário que queria muito assistir: Daughter from Danang. O Filme conta a estória de Heidi, uma mulher vietnamesa que foi entregue para a adoção nos EUA e que 22 anos depois, resolve conhecer sua mãe biológica. Para mim, mais um daqueles filmes que quando acabam, você fica na cadeira imóvel. 




8 de jan. de 2010

Dá pra entender?



Aí está, a capa da "nova" Brigitte. Sim, aquela revista alemã que anunciou há dois meses atrás que não iria contratar mais modelos profissionais para seus editoriais (por causa dos corpos muito magros), só mulheres comuns... sei.

Agora prestem atenção na principal matéria da capa, com letras garrafais, está escrito: DIETA!

Hahahahahahhahahhaa...isso me fez lembrar de uma matéria que li na Bitch (essa sim, uma boa revista feminina!) que criticava uma outra revista por uma matéria que convocava a mulherada para ser "recessionista" e na outra mostrava sapatos que custavam centenas de dólares.

Não tenho nada contra moda, vaidade. Só não acho correto esse abuso contra mulheres, essa transmissão de valores, a meu ver, nada bons para nós. Também não estou fazendo nenhuma campanha contra as revistas, só acho que elas deveriam nos servir melhor, com mais histórias inspiradoras e interessantes (gosto muito da seção Eu Leitora da Marie Claire brasileira), mais conteúdo para turbinar nossos tutanos e menos editoriais de moda e beleza.

Enquanto isso, na sala de justiça, a V Magazine não brinca em serviço!

Everybody is Beautiful!


24 de nov. de 2009

69 - Praça da Luz

Adorei esse filme!

21 de nov. de 2009

This is Karma

This is Karma from Erling Hoveid on Vimeo.



Achei o filme muito bom, só não concordo com a justificativa (dada por um dos entrevistados) de que Karma é a explicação para haver pessoas tão ricas e outras tão miseráveis no mundo.

30 de out. de 2009

Antonio Gades

27 de out. de 2009

Real Women Have Curves

Mulheres de verdade têm curvas é um filme americano de 2002 que conta a história de Ana (America Ferrera - do seriado Ugly Betty), uma mexicana de 17 anos que vive num subúrbio americano, cercada de tradições e cobranças de uma mãe autoritária e excessivamente crítica (Ana está fora dos padrões, no que se refere ao seu corpo).

O filme é muito bonito e Ana, uma mulher encantadora. Vocês têm que assitir pra descobrir porque ; )

Infelizmente, sem legendas em português (os diálogos são em inglês e espanhol). Mas creio que mesmo assim, quem não fala estas línguas, pode entender a história.

São nove capítulos, é só ir seguindo no Youtube. Aí vai o link pro primeiro.

Depois me contem o que acharam.




18 de out. de 2009

Muito Obrigado Axé

Não me canso de ouvir essa música...ela me emociona muito...

Amo Bethania, amo Iveth, amo Gil



9 de out. de 2009

Revistas Femininas

Era pra ser meu post de quarta, mas por falta de tempo (dei um pulinho relâmpago em Munique para rever uma amiga coreana, que não via há três anos. Conto no próximo post.), ficou pra hoje.

A grande notícia do mercado de revistas femininas alemãs que rolou na quarta passada foi a decisão da Brigitte de não contratar mais modelos profissionais e sim, fazer seus editoriais de moda, beleza etc com leitoras. A produção já está em andamento e o primeiro número com o novo formato sai 2 de Janeiro.  Não, não é edição especial, é o novo formato da revista mesmo, sem prazo de vencimento.

A idéia é, lógico, aumentar o número de leitoras. Segundo vi em uma das entrevistas na tv, o mercado de revistas femininas vem sofrendo uma baixa (não sei se isso é realidade só alemã) pela não identificação das leitoras com o que é mostrado nas revistas, leia-se padrões de beleza (magreza). (Em outros países, matérias com modelos que não eram magras ou mesmo com famosas sem make-up, tiveram um impacto muito positivo entre as leitoras.)

Quer saber? Achei ótimo.  Por dois motivos. Primeiro, se isso da redução do número de leitoras for verdade mesmo, é um bom sinal de que as mulheres estão reagindo e não estão mais dispostas a empurrar guela abaixo certos padrões de beleza. Segundo, as revistas se tornarão mais democráticas, com a 'cara' de todo mundo.

E sabe uma coisa que também me incomoda nas revistas femininas? O fato dos editoriais só mostrarem coisas caríssimas,  pelas quais nós, mortais, não podemos pagar. Duvi-de-o-dó que a maioria das leitoras possa comprar bolsas de 1.500 euros, sapatos de 800. A única revista que vi até agora usando também acessórios e roupas mais acessíveis foi a Elle espanhola. Comprei a Elle alemã desse mês e nela veio um guia de compras, de coisas nas quais valia a pena investir seu dinheiro (segundo eles). Joguei o tal guia imediatamente fora. Surreal. (A revista está ali no cantinho esperando para passar por uma faxina. Incrível, entre a capa e o sumário, são 20 folhas seguidas de propaganda.) Revistas como Glamour ou Cosmopolitan também não ficam atrás.

Esta semana estava justamente falando sobre isso com uma amiga, e qual não foi minha surpresa ao ler essa matéria da Marie Claire brasileira.

Novos tempos? Espero que sim.

Atualizando (Matéria da Marie Claire espanhola): El peso de las modelos vuelve a ser motivo de debate